OCUPAÇÃO ORIGEM

ORIGEM: Arte indígena contemporânea propõe uma ocupação artística que reúne representantes de diversos povos originários do Brasil, evidenciando a potência, a diversidade estética e a força política da produção indígena atual.

Maria Helena - Diretora do Museu

Mais do que uma mostra, ORIGEM constitui-se como espaço de encontro, escuta e afirmação, onde múltiplas linguagens — pintura, escultura, fotografia, vídeo, arte têxtil, grafismos e outras práticas ancestrais — dialogam com o presente e tensionam as narrativas hegemônicas da história da arte. Ao deslocar o olhar do passado para o agora, o projeto reafirma que a arte indígena é contemporânea porque está viva, em movimento e em constante elaboração crítica. Suas obras articulam memória, território, espiritualidade, identidade e resistência, transformando o espaço expositivo em território de insurgência simbólica. São produções que confrontam apagamentos históricos, reivindicam direitos, denunciam violências e celebram saberes ancestrais como tecnologias de futuro.

Neste contexto o MAC_BAHIA, ORIGEM fortalece o compromisso institucional com práticas curatoriais inclusivas e decoloniais em diálogo com o IPAC e a SecultBa, que reafirmam a importância de políticas públicas que reconheçam e valorizem as expressões culturais dos povos originários como parte fundamental do patrimônio vivo da Bahia e do Brasil.

A programação é totalmente gratuita.

PISO 1 Casarão

Galeria 1

Em parceria com a Coordenação de Fomento ao Artesanato - CFA, parte integrante da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte – SETRE e Superintendência de Políticas para os Povos Indígenas – SEPROMI acontecerá a Mostra do Artesanato e da Arte Contemporânea Indígena, um movimento de valorização e promoção das culturas dos povos originários da Bahia, que busca integrar a ancestralidade ao cenário artístico atual. Os artistas visuais de todo o território baiano foram convidados a ocuparem o piso 1 da Galeria Casarão do MAC_BAHIA, transformando o espaço institucional em um território de Cura, Memória e Resistência, tecendo pontes sólidas entre o saber tradicional e as linguagens estéticas contemporâneas.

Nesse mesmo espaço está a mini mostra “Entreatos do Acervo do MAC_BAHIA” apresentando obras de Célia Tupinambá. Trata-se de uma série formada por quatro fotoperformances originalmente apresentadas neste museu durante a exposição “INICIADAS”.

Professora, antropóloga, ativista, pesquisadora, cineasta e liderança da aldeia em Serra do Padeiro, na terra indígena Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia. Concluiu a Licenciatura Intercultural Indígena no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia. Dirigiu, em parceria com Cristiane Julião Pankararu e Alexandre (Xandão) Pankararu, o documentário Voz das Mulheres Indígenas (2015). Foi a primeira artista indígena a representar o país no pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza em 2024, com a exposição “Ka’a Pûera: Nós Somos Pássaros que Andam”.

Piso 2 Casarão

Galeria 2

3ª Mostra Etnomídia Indígena chega a Salvador refletindo sobre as manifestações estéticas indígenas

O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_BAHIA) sedia o "Festival de Impressos Indígenas" a partir de 9 de julho; programação gratuita inclui obras como 'Jegua Marangatu' e formações voltadas ao mercado das artes.

O circuito cultural da capital baiana recebe, no dia 9 de julho, às 16h, a 3ª Mostra Etnomídia Indígena. Sob o tema “Festival de Impressos Indígenas”, o evento adota o formato de feira-festival e ocupa o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia) até o dia 9 de agosto de 2026. A exposição consolida-se como um espaço vital para a expansão da criatividade, da memória e da resiliência de diversos territórios originários brasileiros, funcionando como uma plataforma onde a produção intelectual e artística indígena assume o centro do debate.

A 3ª Mostra Etnomídia Indígena é um projeto aprovado na Seleção Petrobras Cultural, através da Lei Rouanet/Ministério da Cultura e realizado pela Oráculo Comunicação, Educação e Cultura. Ará Martins, artista guarani que participa da Mostra, reflete sobre a importância da Mostra, frisando que apoios como esse são importantes para que artistas indígenas apresentem seus trabalhos.

Nesta edição, as ideias de "impressos" e "impressões" guiam a mostra, reunindo a materialidade das culturas indígenas manifestada em múltiplas formas, como a literatura, a moda e as artes visuais. Mais do que suportes físicos, as obras são entendidas como registros e vivências de corpos e territórios ancestrais transportados para o presente.

A força do grafismo e os dizeres do silêncio: a voz de Miguela Moura

Um dos destaques que o público baiano poderá conferir de perto é o painel "Jegua Marangatu" (Grafismo Sagrado), uma composição coletiva criada pelos artistas sul-mato-grossenses Miguela Moura e Edson Benites (mais conhecido como Jepa Filho, letrista profissional com quatro décadas de atuação em pintura manual), a convite da coordenadora geral Naine Terena e do curador Gustavo Caboco.

Galeria 3

Neste espaço estarão expostos Cocares das etnias Pataxó, Tupinambá, KaririChocó e Kiriri, dentre outras, também em parceria com a Coordenação de Fomento ao Artesanato - CFA, parte integrante da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte – SETRE e Superintendência de Políticas para os Povos Indígenas – SEPROMI.

Maiores informações: mac_bahia@ipac.ba.gov.br

Obras selecionadas