A terra vista do espaço e meteoritos

DEFINIÇÕES E ORIGEM

Neste exato momento, uma quantidade muito grande de corpos celestes vagam pelo cosmos, desde estrelas gigantes vermelhas com diâmetro centenas de vezes maior do que o do nosso Sol, até microscópicos fragmentos de asteróides. Com tantos corpos transitando pelo espaço, não deve ser incomum presenciar colisões entre eles. De fato, não e. AS crateras da Lua, por exemplo, são registros de colisões de corpos celestes com nosso satélite natural ocorridos no início do Sistema Solar.

Maria Helena - Diretora do Museu

Matéria remanescente da formação dos planetas, detritos de colisões entre corpos celestes e asteróides, são corpos de composição rochosa ou metálica que orbitam o Sol. Esses corpos, quando menores que 1 m, são definidos como meteoróides.

Diariamente, uma enorme quantidade de partículas sólidas que estão no espaço choca-se com a Terra produzindo um efeito luminoso denominado meteoro ou estrela cadente. Esse efeito luminoso é produzido pelo atrito da partícula contra a atmosfera terrestre. Corpos muito pequenos são desintegrados totalmente nas altas camadas atmosféricas; outros, por possuírem dimensões maiores, produzem maior atrito com o ar e liberam maior quantidade de energia, o que resulta em um rastro de luz no céu com maior duração. Nesse caso, o fenômeno luminoso denomina-se bólido.

Os meteoróides que conseguem vencer o atrito com a atmosfera e atingir a superfície da Terra são denominados meteoritos. Calcula-se que toneladas de material cósmico atingem a superfície terrestre diariamente em forma de meteoritos. O maior exemplar já encontrado foi o meteorito de ferro chamado Hoba West, achado na Namibia em 1920 e que pesa 60 toneladas.

A IMPORTÂNCIA DOS METEORITOS

Acredita-se que as moléculas de Carbono que compõem toda a matéria orgânica necessária para o surgimento dos seres vivos tenham sido "trazidas" à Terra por meio de meteoritos. E possível, portanto, que a origem da vida esteja diretamente ligada a esse fenômeno. Além disso, o estudo desses corpos sempre foi um grande aliado do desenvolvimento da Ciência. Análises laboratoriais realizadas em milhares de meteoritos encontrados ao redor do mundo, além de ampliarem o conhecimento sobre os corpos celestes em que foram originados, serviram como fonte de informações sobre a origem e a composição dos planetas e seus processos de diferenciação.

A existência de um núcleo, manto e crosta no nosso planeta e suas respectivas composições químicas foram comprovadas através de estudos realizados em meteoritos.

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Obras selecionadas

  Meteorito Bendegó
  Meteorito Bendegó

  Meteorito Bendegó

O maior meteorito encontrado no Brasil e 16º maior do mundo, medindo 2,15 m x 0,66 m, pesando 5.360 kg.

Foi encontrado no sertão da Bahia, em 1784, próximo ao riacho Bendegó, situado, então, no município de Monte Santo, atualmente Uauá. Em 1886, o imperador D. Pedro II solicitou sua busca, que foi realizada em etapas:

Em uma carroça puxada por bois, sobre trilhos, foi levado até a estação ferroviária de Jacurici.

Chegou a Salvador no dia 22 de maio de 1888, permanecendo por cinco dias, em exposição;

Levado em navio para o Rio de Janeiro, chegou em 15/06/1888, sendo recebido, em cerimônia, com presença da Princesa Isabel.

Em 02/09/2018, o meteorito resistiu ao incêndio que destruiu o Museu Nacional.

Em 2002, o MGB adquiriu uma réplica, em gesso e resina preparada pelo artista plástico Wilson Stevanovich.

Fragmento do Meteorito Bendegó
Fragmento do Meteorito Bendegó

Fragmento do Meteorito Bendegó

Este fragmento pertence ao Meteorito Bendegó, o maior meteorito já encontrado no Brasil e um dos maiores do mundo. Descoberto em 1784, no sertão da Bahia, é composto principalmente por ferro e níquel e possui cerca de 5,36 toneladas.

Originado da formação do Sistema Solar, há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, o Bendegó representa um dos mais antigos materiais naturais acessíveis à humanidade. Seu estudo fornece informações valiosas sobre a origem e a evolução dos corpos celestes.

Além de sua importância científica, o meteorito tornou-se um símbolo da história da ciência no Brasil ao resistir ao incêndio que atingiu o Museu Nacional, em 2018.