Sala Universo/Sistema Solar
ORIGEM DO UNIVERSO
"A Ciência reside na fronteira entre o conhecimento e a ignorância. Não é vergonhoso admitir que não se sabe; a única vergonha é fingir que possui todas as respostas."
Neil de Grasse Tyson, astrofísico
O fascínio do ser humano pelo desconhecido é tão antigo quanto a própria humanidade. A incessante inquietude da busca por respostas tem sido a grande força motriz do desenvolvimento de toda ciência, tecnologia, linguagem e cultura que existiu, existe e existirá sobre a Terra. A origem do Universo - e da vida, por extensão - é o mais fabuloso mistério não solucionado pela Ciência.
A atual geração certamente não testemunhará a revolucionária descoberta de uma nova lei natural capaz de elucidar definitiva e categoricamente o surgimento do espaço e do tempo. Isso, possivelmente, nunca ocorrera. O que se conhece atualmente sobre a origem do Universo está contido em um conjunto de modelos teórico-matemáticos capazes de descrever satisfatoriamente fenômenos naturais conhecidos por meio de observação e experimentação. O modelo mais utilizado pela comunidade científica é conhecido como "A Teoria do Big Bang".
A teoria do Big Bang foi desenvolvida e aperfeiçoada durante a primeira metade do século XX. As observações de Edwin Hubble permitiram inferir que galáxias distantes se distanciavam do ponto de observação a uma velocidade calculável.
Isso levou ao desenvolvimento de equações que indicavam que o Universo está em constante expansão. A premissa básica da Teoria do Big Bang é a de que se fosse possível retroceder essa expansão, chegar-se-ia a um ponto onde estaria concentrada toda a matéria e energia do Universo. A este ponto damos o nome de Singularidade, que possui, no campo teórico, valores infinitos de massa e densidade - análogos ao que se acredita encontrar atualmente em buracos-negros. Por algum motivo - sobre o qual ainda há muita controvérsia - esse ponto teria, há cerca de 13,5 bilhões de anos, subitamente liberado toda sua energia e iniciado uma expansão (a "grande explosão" - the "Big Bang") em diversas dimensões. Quatro são perfeitamente perceptíveis. A três delas chamamos ESPAÇO e a uma delas chamamos TEMPO
O Universo ao se expandir, esfria-se após cerca de um milhão de anos, um período substancialmente curto na escala do tempo cósmico. Ou seja, nos primeiros momentos após essa explosão, havia uma mistura de partículas pequenas (quarks, elétrons e neutrinos) que se moviam em todos os sentidos com velocidades próximas à da luz
As primeiras partículas pesadas, prótons e nêutrons se juntaram para formarem os núcleos de átomos leves, a exemplo do hidrogênio e hélio, que são os elementos mais abundantes no universo. Assim, logo após o instante inicial, a matéria e a radiação luminosa se separaram e o Universo tornou-se transparente com a união dos elétrons aos núcleos atômicos.
Podemos destacar desse Universo visível ou pesquisado, os seguintes componentes: Estrelas e As Galáxias
2. SISTEMA SOLAR
Sol é uma estrela com cerca de cinco bilhões de anos de idade. Em volta dele giram os planetas, asteroides, cometas e poeira interplanetária.
Os planetas do Sistema Solar orbitam o Sol na seguinte ordem: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Com a evolução dos estudos, Plutão passou a a ser considerado um planeta anão. A ilustração ao lado mostra o nosso Sistema Solar atual.
Na fotografia da Sala do Sistema Solar do MGB a proporção de tamanho e distância entre os planetas foi observada, embora haja escalas diferentes entre a distância dos planetas rochosos e os gasosos, por questão de espaço.
2.1 O Sol
Já parou para imaginar qual a composição do Sol para se manter sempre luminoso? Ao observá-lo contemplamos uma estrela, cuja superfície visível não tem um limite físico definido, como estamos acostumados a perceber os planetas sólidos (como a Terra), embora, quando o observamos da Terra, tenhamos a impressão de ver um corpo com uma superfície luminosa e delimitada.
A massa do Sol corresponde a 99,85% de todo o Sistema Solar. Os planetas, que se condensaram a partir do mesmo disco de matéria de onde se formou o Sol, contêm apenas 0,135% da massa desse sistema. Os satélites dos planetas, cometas, asteroides, meteoros e o meio interplanetário constituem os restantes 0,015%.
Essa estrela, por ser a maior e mais próxima da Terra, proporciona as condições de energia necessárias para que haja vida no nosso planeta. Ela é basicamente uma bola de gás incandescente com temperaturas muito altas, da ordem de 5.785 graus Kelvin' e, embora esteja a 149 milhões de quilômetros da Terra, exerce enorme influência sobre nós.
Se pudéssemos olhar o Sistema Solar de cima, veríamos os planetas orbitando o Sol no sentido anti-horário. Os planetas orbitam o Sol num mesmo plano chamado de eclíptica.
2.2 Os planetas
Planeta (do grego [planítis]) significa errante é um corpo celeste que está em órbita em redor do Sol, tem suficiente massa para que a sua própria gravidade supere as forças de corpo rígido de modo que adquira um equilíbrio hidrostático - forma praticamente esférica.
Os quatro planetas mais próximos do Sol são denominados planetas rochosos, por terem uma superfície sólida constituída de rochas; já os quatro últimos são conhecidos como planetas gasosos, porque são formados por gases.
Rochosos: Também conhecidos como terrestres são: os mais interiores no sistema solar: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.
Gasosos: Também são quatro: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. São gigantescos comparados com a Terra, e são de natureza gasosa. Esses planetas têm muitos satélites e alguns possuem anéis em sua volta.
3 - CURIOSIDADES:
• Orbita mais próxima da Terra: 777.000 km;
• Distância do cinturão de asteroides ao Sol: 350 milhões de km;
• Número de asteroides identificados: mais de 11.000;
• Tamanho mais comum: menores que 1 metro;
• Maior asteróide: Ceres, com 913 km de diâmetro.