DEFINIÇÕES E ORIGEM
Neste exato momento, uma quantidade muito grande de corpos celestes vagam pelo cosmos, desde estrelas gigantes vermelhas com diâmetro centenas de vezes maior do que o do nosso Sol, até microscópicos fragmentos de asteróides. Com tantos corpos transitando pelo espaço, não deve ser incomum presenciar colisões entre eles. De fato, não e. AS crateras da Lua, por exemplo, são registros de colisões de corpos celestes com nosso satélite natural ocorridos no início do Sistema Solar.
Matéria remanescente da formação dos planetas, detritos de colisões entre corpos celestes e asteróides, são corpos de composição rochosa ou metálica que orbitam o Sol. Esses corpos, quando menores que 1 m, são definidos como meteoróides.
Diariamente, uma enorme quantidade de partículas sólidas que estão no espaço choca-se com a Terra produzindo um efeito luminoso denominado meteoro ou estrela cadente. Esse efeito luminoso é produzido pelo atrito da partícula contra a atmosfera terrestre. Corpos muito pequenos são desintegrados totalmente nas altas camadas atmosféricas; outros, por possuírem dimensões maiores, produzem maior atrito com o ar e liberam maior quantidade de energia, o que resulta em um rastro de luz no céu com maior duração. Nesse caso, o fenômeno luminoso denomina-se bólido.
Os meteoróides que conseguem vencer o atrito com a atmosfera e atingir a superfície da Terra são denominados meteoritos. Calcula-se que toneladas de material cósmico atingem a superfície terrestre diariamente em forma de meteoritos. O maior exemplar já encontrado foi o meteorito de ferro chamado Hoba West, achado na Namibia em 1920 e que pesa 60 toneladas.
A IMPORTÂNCIA DOS METEORITOS
Acredita-se que as moléculas de Carbono que compõem toda a matéria orgânica necessária para o surgimento dos seres vivos tenham sido "trazidas" à Terra por meio de meteoritos. E possível, portanto, que a origem da vida esteja diretamente ligada a esse fenômeno. Além disso, o estudo desses corpos sempre foi um grande aliado do desenvolvimento da Ciência. Análises laboratoriais realizadas em milhares de meteoritos encontrados ao redor do mundo, além de ampliarem o conhecimento sobre os corpos celestes em que foram originados, serviram como fonte de informações sobre a origem e a composição dos planetas e seus processos de diferenciação.
A existência de um núcleo, manto e crosta no nosso planeta e suas respectivas composições químicas foram comprovadas através de estudos realizados em meteoritos.
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