Este núcleo expositivo apresenta a dimensão humana e cotidiana de Maria Escolástica da Conceição Nazaré, a Mãe Menininha do Gantois, revelando aspectos de sua trajetória para além da liderança religiosa. Por meio de objetos pessoais, mobiliário, obras de arte e elementos de uso doméstico, o visitante é convidado a conhecer a mulher cuja presença marcou profundamente a história do Terreiro do Gantois e da cultura baiana.
O ambiente preserva parte da atmosfera de seu convívio diário, reunindo mobiliário original, cristaleira com louças e porcelanas, além de uma vitrine horizontal que abriga objetos que testemunham sua vida pessoal e suas relações sociais. Fotografias, medalhas e honrarias, obras de arte contribuem para a construção de uma narrativa que destaca sua elegância, sensibilidade e relevância histórica, com destaque também para a bengala de marfim (presente do Rei de Ifé), óculos, cruz, talheres e copo em prata e bronze, espelho, escapulários, biscuits, num processo de revelação não apenas da trajetória pública de Mãe Menininha, mas de aspectos de sua intimidade, convicções, costumes e reconhecimento social.
Complementando a exposição, fotografias de Pierre Verger, Lorenzo Turner, Ruth Landes, dentre outros; e obras produzidas por artistas como Floriano Teixeira e Calasans Neto retratam Mãe Menininha do Gantois.
O conteúdo desse espaço exibe uma leitura para além da aparência do que é apresentado, principalmente no tocante à reflexão sobre os elementos dessa composição expográfica que remetem a um universo de materialidade do poder, constatando a condição de mulheres negras que trabalharam e reuniram recursos para adquirir objetos e utensílios oriundos do declínio de famílias abastadas (e brancas) que precisaram leiloar seus pertences.
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