"Não sei dizer como fizeram Santo em mim, porque eu era muito criança. Você me desculpa mas isso é segredo da seita. Quando os meus me botaram no santo eu tinha oito meses, não tinha irmã de sangue, nunca tive. A minha confirmação como mãe-de-santo é uma história longa. Morrendo minha avó Júlia, sucedeu-a Pulchéria, depois minha mãe, que durou pouco, só dois anos. Mas ela já vinha exercendo a função junto com Pulchéria. Porque há sempre uma ou duas pessoas a ajudar a Iyalorixá. Quando minha mãe morreu, eu deixei de vir ao Gantois. Era mocinha, vivia com ela e ela morrendo afastei-me. Mas, em fevereiro de 1922, numa missa por Pulchéria, que era minha madrinha e tia, os orixás quiseram logo escolher quem ficaria tomando conta da casa. E me aconselharam. E Eles mesmos me deram posse, não foram pessoas não. Primeiro foi Oxossi, depois Xangô, Oxum e Obaluaiê. Eles que me deram esse cargo de felicidade que estou ocupando até o dia em que Deus quiser e Oxalá"
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